Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo. (Caio F)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


Mais um texto feito na cama...


São quase quatro da manhã e me bateu um vazio enorme.
Talvez eu seja a pessoa mais só do mundo neste momento.
Gostaria de sair andando pelas ruas agora e cruzar com alguém amado,
uma amiga distante,um amor antigo talvez,mas quando caminho só vejo mendigos,
drogados e carrinhos de cachorro quente (os donos devem ter cada história pra contar).
Estou cansada das relações água com açucar que invento pra mim mesma,
e os homens só se preocupam em ter uma bela mulher ao lado, um enfeite, e eu não sei ser enfeite...
No livro da Fernanda Young, a personagem fala que os que morrem e têm família vão para um porta-retrato, são admirados e lembrados por séculos a fio... Os que são sozinhos somem como se nunca tivessem existido até que alguém aluga a casa onde um dia viveram e encontram uma caixinha de madeira num canto com algumas fotos e manuscritos, que jogam fora sem saber pra quem entregar a lembrança do finado...
Eu não posso viver momentos assim de tanta euforia que logo depois me dá uma tristeza funda e sem razão, e não posso falar isso pra ninguém porque as pessoas não alcançam o meu nível de demência...
Estou perdida, não sei o que fazer comigo,não sei mais o que inventar.
Preciso de alguém que me proteja, que me traga uma flor, que me chame de "meu amor",
que leia o meu olhar e me faça sossegar.
Esqueçam tudo isso que eu escrevi. Uma mente em depressão e o cheiro da madrugada nos fazem escrever e pensar em coisas que jamais diríamos à luz do sol.

E a pior coisa de se viver sozinha é ter que conviver consigo mesma... Eu não me agüento mais.