Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo. (Caio F)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mudaram as estações,nada mudou.

E com esse blogzinho venho recebendo tantos elogios que meu ego infla,
não gente,não quero ser escritoria,ou algo do genêro,
meu negócio é escrever quando sentir vontade.
Estou numa época de mudanças,informações chegam a todos os momentos,
caminhos diferentes,e esses são os piores,você ter que escolher um rumo na
vida sem saber onde chega cada um deles.

Me lembro das merdas que fiz minutos atrás,e penso que a cada momento sou uma garota mais inteligente,leio livros e qualquer pedaço de papel que encontro,porque quero ter mais e mais cultura.E vejo outros cometendo os mesmos erros que já cometi e sinto uma alegriazinha secreta interior por ja ter passado por aquela fase.Sou péssima em conselhos e não sei confortar as pessoas,costumo agir de maneira fria,um defeito.
Eu bem que tento ser madura,mais essa criança vai viver pra sempre dentro de mim.

Pequenos Milagres


Eu estava caminhando por uma rua mal iluminada tarde da noite quando ouvi gritos abafados vindo de trás de uns arbustos,alarmado segui mais devagar pra poder escutar e entrei em pânico quando percebi que o que estava ouvindo eram ruídos inconfundíveis de uma luta:
grunhidos fortes,esforços desesperados,tecido sendo rasgado.A alguns metros uma mulher estava sendo atacada.
Será que eu deveria me envolver?Estava apavorado,temia minha própria segurança e amaldiçoei minha súbita decisão de fazer um trajeto diferente para casa naquela noite.E se eu me tornasse mais uma vitima?Será que não devia simplismente correr e ligar pra polícia?
Embora parecesse uma eternidade,as deliberações na minha cabeça demoraram apenas segundos,mais os gritos da garota estavam ficando mais fracos.Eu sabia que precisava agir rapidamente.Como poderia me afastar de uma situação semelhante?Não,resolvi não dar as costas ao destino daquela mulher desconhecida,mesmo que isso significasse arriscar minha vida.
Não sou um homem valente nem atlético.Não sei onde encontrei coragem moral e a força física;mas,quando finalmente decidi ajudar a garota,senti uma estranha transformação.Corri para atrás dos arbustos e arranquei o agressor de cima dela.Caímos no chão,onde lutamos por alguns minutos até o agressor dar um salto a fugir.Ofegante,pus-me de pé com dificuldade e me aproximei da garota,que estava soluçando agachada atrás de uma arvore.Na escuridão,eu mal via sua silhueta,mais sem duvida vi como tremia do choque.
Sem querer assustá-la falei com ela de longe.
- " Está tudo bem,o homem fugiu,agora você não corre mais perigo".
Houve um longo silêncio e então ouvi suas palavras,ditas com espanto,com assombro:
-PAPAI É VOCÊ?
E então atrás da árvore,saiu minha filha mais nova,Katherine.

Comentário:

Muitas pessoas temem que suas boas ações não sejam recompensadas.Ao resolver arriscar a vida por uma desconhecida,o pai acabou salvando a vida da própria filha.E,na sua determinação de ajudar o outro,o pai descobriu a espantosa força e o poder da vontade.Em circunstancias normais ele não teria sido capaz de reunir a força física necessária para repelir o estuprador.No entanto,sua vontade era tão grande que ele tirou forças de uma fonte desconhecida e não utilizada.Nós temos capacidades das quais nem nos damos conta.
Ao se dispor a fazer o bem a outra pessoa,esse homem fez algo maravilhoso a si mesmo.